quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Código de morte.




Triste Brasil. Na semana em que se comemorou o dia da árvore, ruralistas vencem mais uma vez no Senado Federal e conseguem aprovar uma medida provisória para o Código Florestal, que decreta a morte de nossas matas e rios. Diminuindo as faixas de recuperação da vegetação em áreas de proteção ambiental, na beira dos rios, para médias e grandes propriedades que desmataram ilegalmente até julho de 2008, mais uma vez vence a ganância e o poder do dinheiro e perde o mundo inteiro. Sem vegetação, secam os rios; sem rios, secam as matas; sem matas, seca a vida.
Essa é uma constatação que vem aos poucos ganhando consciências, com o aumento do interesse pela agricultura orgânica, que preserva mais o solo, a educação das crianças, esperança para o futuro, e as notícias das mudanças climáticas e dos desastres nucleares, sinalizando que alguma coisa está fora da ordem. Mas ainda estamos longe do dia em que, quem sabe, rezaremos todos pela mesma cartilha da preservação desse bem de valor inestimável que é a natureza.
Ainda nesta semana da árvore, nos veio a notícia de que moradores de uma conhecida rua de Ipanema, no Rio, tentam matar, de maneira vil e covarde, uma árvore que atrapalha a saída de uma garagem, colocando pedras de cimento sobre suas raízes, com a intenção de matá-la por falta d’água, e ainda injetando veneno no tronco, num ímpeto de maldade sem limites. E pensar que isso acontece no bairro mais badalado do Rio, onde imagina-se que deveriam viver pessoas bem educadas e esclarecidas. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário