O Cristo Redentor ganhou iluminação nova esta semana, no aniversário de 446 anos do Rio. Cariocas e turistas comemoraram, visitando os monumentos históricos. Mas o que mais temos para comemorar? Que 9.750 toneladas de detritos devem ser jogados na areia das praias até o fim desse verão de desmandos e tragédias? Com essa estimativa, o que já foi um saudável hábito -andar descalço à beira-mar - torna-se altamente perigoso, a menos que você não se incomode de pegar dermatites e ficar sujeito a infecções alimentares, causadas pelos dejetos de gentis animaizinhos que a população insiste em levar ao banho.
Ao mesmo tempo em que isso vem acontecendo na capital, as cidades serranas do estado do Rio voltaram a se assustar com as chuvas, deixando alagadas muitas áreas que foram palco da tragédia acontecida em janeiro último. O que uma coisa tem a ver com a outra ? Talvez nada, talvez tudo. Com todas as tentativas de encontrar respostas para o que aconteceu em decorrência das chuvas do início do ano, não posso deixar de pensar no quanto seria importante ter bueiros desentupidos que permitissem o escoamento da água, quando a chuva vem pesada. Quem nunca viu um ilustre transeunte acertando algum objeto bem no meio das grades dos bueiros e sair feliz da vida, achando que acertou no alvo?
É, há muito a questão do lixo me incomoda. É triste ver as pessoas jogando no chão das ruas tudo que lhes sobra nas mãos, como se ali existissem latas de lixo invisíveis, que só os dilapidadores do espaço público conseguem ver. E os absurdos que voam das janelas dos automóveis em movimento, nas ruas e nas estradas? São espaços públicos. Se todos usam, todos deviam procurar preservar. Mas parece que falta o básico: educação.
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