É hoje o lançamento oficial do Ano Internacional das Florestas no Brasil, no Espaço Tom Jobim do Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ). Um dia depois da comemoração do Dia Internacional da Floresta, o evento terá a presença da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e acontecerá juntamente com a inauguração da exposição “Cerrado, a mãe-d’água”. A despeito dos ecologistas de plantão, que esperam sempre a ajuda desses acontecimentos para fortalecer sua luta em defesa de nossas matas, bem que os cidadãos minimamente conscientes desse país podiam atuar mais.
Numa escala bem menor, mas não menos importante, e sem esquecer do que vem sistematicamente acontecendo com as nossas florestas e, de resto, todo o ecossistema brasileiro, podemos nós brigar pela vegetação das cidades em que vivemos. No Rio de Janeiro, por exemplo, me chamou a atenção esta semana a total aridez de uma importante rua da zona norte da cidade, na qual a sombra de uma árvore é utopia que ninguém consegue ver. Trata-se da rua São Luiz Gonzaga, que liga os bairros de São Cristóvão e Benfica, a qual, por sua grande extensão, merecia um mutirão de trabalho das nossas autoridades para arborizá-la, com o incentivo e a bênção dos moradores das redondezas. Aliás, por que as ruas da zona norte e dos subúrbios das cidades são negligenciadas nesse aspecto?
Brigar pelo direito ao usufruto da sombra de nossas árvores numa cidade como o Rio de Janeiro, onde costuma ser verão o ano todo, não é uma luta inglória e nem está longe de ser de fundamental importância. Com o risco de falta d’água anunciado hoje como causador de uma provável escassez em 55% dos municípios do país, qualquer medida, por mínima que possa parecer, é válida. Afinal, desde a escola primária, a gente aprende que a vegetação é uma das principais responsáveis pela precipitação das chuvas que fazem crescer as matas etc. etc. E, de resto, abastecem os nossos reservatórios.
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