terça-feira, 22 de março de 2011
Ano Internacional das Florestas - vamos plantar mais árvores!
É hoje o lançamento oficial do Ano Internacional das Florestas no Brasil, no Espaço Tom Jobim do Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ). Um dia depois da comemoração do Dia Internacional da Floresta, o evento terá a presença da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e acontecerá juntamente com a inauguração da exposição “Cerrado, a mãe-d’água”. A despeito dos ecologistas de plantão, que esperam sempre a ajuda desses acontecimentos para fortalecer sua luta em defesa de nossas matas, bem que os cidadãos minimamente conscientes desse país podiam atuar mais.
Numa escala bem menor, mas não menos importante, e sem esquecer do que vem sistematicamente acontecendo com as nossas florestas e, de resto, todo o ecossistema brasileiro, podemos nós brigar pela vegetação das cidades em que vivemos. No Rio de Janeiro, por exemplo, me chamou a atenção esta semana a total aridez de uma importante rua da zona norte da cidade, na qual a sombra de uma árvore é utopia que ninguém consegue ver. Trata-se da rua São Luiz Gonzaga, que liga os bairros de São Cristóvão e Benfica, a qual, por sua grande extensão, merecia um mutirão de trabalho das nossas autoridades para arborizá-la, com o incentivo e a bênção dos moradores das redondezas. Aliás, por que as ruas da zona norte e dos subúrbios das cidades são negligenciadas nesse aspecto?
Brigar pelo direito ao usufruto da sombra de nossas árvores numa cidade como o Rio de Janeiro, onde costuma ser verão o ano todo, não é uma luta inglória e nem está longe de ser de fundamental importância. Com o risco de falta d’água anunciado hoje como causador de uma provável escassez em 55% dos municípios do país, qualquer medida, por mínima que possa parecer, é válida. Afinal, desde a escola primária, a gente aprende que a vegetação é uma das principais responsáveis pela precipitação das chuvas que fazem crescer as matas etc. etc. E, de resto, abastecem os nossos reservatórios.
segunda-feira, 21 de março de 2011
Carnaval versus blocos: pesadelo onde idoso não tem vez.
Há alguns meses, assinei uma petição para a permanência de um simpático galo, que costuma soltar seu gogó nas madrugadas insones dos moradores de um fim de rua em Copacabana. Rua sem saída, cercada de morro e prédios, onde a acústica é perfeita para a reverberação do som. Tanto dos bem-vindos, como o canto do bicho penoso, que faz a gente se imaginar na roça, cercada de natureza por todos os lados, e até dos nem tão bem-vindos, como os que saem de caixas de som a todo volume, onde a democracia não vigora – você tem que ouvir, queira ou não.
Pois bem, os detratores do galo foram pra Justiça, perderam a briga e o galo continuou cantando noite adentro, com um aditivo: virou nome de bloco de carnaval e os moradores da vizinhança passaram a ouvir de manhã à noite a música que levaria o bloco pra rua.
Mas o carnaval acabou e com ele se foram os blocos. Para alívio dos nossos ouvidos porque, por mais que uma pessoa goste da folia, esta tem hora e lugar. É bom na rua, quando a gente está cantando e pulando de alegria. É ruim dentro de casa, quando você não consegue falar com a pessoa que está do seu lado, ouvir televisão ou outra música que não aquela imposta. Idoso então, esse não tem vez, apesar de viver na melhor idade (sic). Tem que aturar, goste ou não, suporte ou não. Até porque, nosso prefeito pop nunca pensa neles quando toma medidas radicais, como aquela que impede os velhinhos de saltarem onde precisam na Avenida Nossa Senhora de Copacabana. Agora, também, com a permissão sem critério aos blocos, o carnaval passa a ser pesadelo e não folia.
sexta-feira, 4 de março de 2011
Sobra lixo, falta educação.
O Cristo Redentor ganhou iluminação nova esta semana, no aniversário de 446 anos do Rio. Cariocas e turistas comemoraram, visitando os monumentos históricos. Mas o que mais temos para comemorar? Que 9.750 toneladas de detritos devem ser jogados na areia das praias até o fim desse verão de desmandos e tragédias? Com essa estimativa, o que já foi um saudável hábito -andar descalço à beira-mar - torna-se altamente perigoso, a menos que você não se incomode de pegar dermatites e ficar sujeito a infecções alimentares, causadas pelos dejetos de gentis animaizinhos que a população insiste em levar ao banho.
Ao mesmo tempo em que isso vem acontecendo na capital, as cidades serranas do estado do Rio voltaram a se assustar com as chuvas, deixando alagadas muitas áreas que foram palco da tragédia acontecida em janeiro último. O que uma coisa tem a ver com a outra ? Talvez nada, talvez tudo. Com todas as tentativas de encontrar respostas para o que aconteceu em decorrência das chuvas do início do ano, não posso deixar de pensar no quanto seria importante ter bueiros desentupidos que permitissem o escoamento da água, quando a chuva vem pesada. Quem nunca viu um ilustre transeunte acertando algum objeto bem no meio das grades dos bueiros e sair feliz da vida, achando que acertou no alvo?
É, há muito a questão do lixo me incomoda. É triste ver as pessoas jogando no chão das ruas tudo que lhes sobra nas mãos, como se ali existissem latas de lixo invisíveis, que só os dilapidadores do espaço público conseguem ver. E os absurdos que voam das janelas dos automóveis em movimento, nas ruas e nas estradas? São espaços públicos. Se todos usam, todos deviam procurar preservar. Mas parece que falta o básico: educação.
terça-feira, 1 de março de 2011
Cesar e Dinda.
Apesar das enchentes, das queimadas, do desmatamento, dos desmandos, do desamor, a arte vem pra nos redimir. Ou, como diz nosso poeta Ferreira Gullar, "a arte existe, porque a vida não basta". Obrigada, Domingos.
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