terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Livros, iPads e barracas

Com a onda verde que invade o planeta, rola uma certa discussão por aí sobre o que seria melhor, ou menos ruim, ecologicamente falando: se livros  impressos em papel ou armazenados em modernos iPads.
Ao mesmo tempo em que a discussão se dá, as perguntas se sucedem: De que árvores foram extraídas as madeiras que viraram celulose? Quais os impactos que os metais usados na fabricação de iPads e outros tais causam na natureza?     
          Enquanto o gabarito dessas respostas não sai, as “gentes” com mais de cinqüenta anos ficam se apegando a idéias românticas do passado.  Afinal, livro que é livro (aquele de papel, legítimo), a gente pode levar pra qualquer lugar, quando está cansado de ficar trancado em casa,  principalmente em dias de sol pra lá de escaldante. IPad também pode, dirão os mais apaixonados. Mas você já pensou em levar para a praia um trambolho que não pode molhar, pegar maresia, entrar areia, ficar torrando ao sol nem ser deixado de lado um segundo, por conta dos larápios de ocasião?
Seja como for, e, por falar em praia, o que é aquele negócio de unificar cores de barracas e deixar a praia toda vermelha, num dia de lotação esgotada na areia? Unifica cor de barraca, unifica cor de ônibus, unifica cor de táxi, unificam as modas, as cabeças das pessoas, as expressões do dia-a-dia, os comportamentos etc. etc. etc. Parece que tudo no mundo está ficando muito previsível, igual e chato.

Um comentário:

  1. É boa a discussão sobre livros. Afinal eles fazem parte, entre as demais expressões culturais, da salvação da mesmice das praias lotadas e monocromáticas, como você muito bem observou.
    Já ouvi dizer que os livros impressos estão com os dias contados. Será? Acho que essa mesmice foi dita em relação à pintura quando a máquina fotográfica chegou ao público. Depois foi a vez da televisão "suplantar" o cinema, ou o teatro, e por aí vai... sempre o bicho papão surgindo detrás da porta para alimentar a superficialidade neurótica dos catastróficos de plantão.
    A discussão é boa e de fato é impressionante o número de bobagem impressa, chamada livro. A celulose usada na indústria de papel é oriunda das florestas "monocromáticas", que parecem ecologicamente corretas, mas que desarmonizam o meio ambiente prejudicando a flora e a fauna.

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