Parece que o homem só se curva diante da força da natureza quando ela vem na forma de tragédias resultantes das devastações provocadas por ele mesmo. Caso contrário, as motosserras continuam agindo impiedosamente pela mão do ser humano, que vai perdendo a cada dia sua humanidade mas pensa que enriquece. Mais uma vez esse espaço ficou fechado e sua voz emudeceu. Mas está novamente de volta agora, com toda a indignação que lhe é permitida.
No momento em que os cientistas estimam um aumento de 3,5 ° Celsius na temperatura média do planeta, que vem provocando o aquecimento de nossas florestas e, com isso, a destruição do habitat natural de diversas espécies de aves das regiões tropicais do mundo, continuamos a agir impunemente. O ipê abaixo é a prova disso. Ele foi brutamente arrancado de praça pública e posto abaixo para dar lugar a mais um empreendimento imobiliário. Assim como ele, outras árvores estão caindo mas não estão sendo plantadas outras em seus lugares.
O que acontece é fácil de entender: pessoas sem capacitação são encarregadas das podas públicas, quase sempre drásticas. Da mesma forma, as que de boa vontade tentam plantar algo naquele lugar, quase sempre o fazem sem conhecimento de causa e acabam plantado palmeirinhas que pouca sombra dão, em troca de árvores frondosas que eram pródigas em nos abrigar debaixo de sua generosa copa. Não bastasse isso tudo, aí vai a última notícia da noite: 113 árvores de mais de 60 anos devem ser retiradas da Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, no Rio. Motivo: o Metrô precisa passar ali.
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