domingo, 29 de maio de 2011

Urubus, correntes e mortes


Urubus rondam o céu da Amazônia, que está agora sendo varrida do mapa, no estado de Mato Grosso, por tratores que arrastam correntes e carregam árvores e animais para a morte. E a Mata Atlântica, de tão desmatada, já atrai menos destruidores. Essas foram as notícias da última semana - nada alentadoras, num momento em que esperamos que a presidente Dilma Roussef consiga vetar a anistia aos desmatadores, votada no texto do novo Código Florestal brasileiro.
Ainda assim, a Mata Atlântica - que teve seu Dia Nacional comemorado na última sexta-feira, 27, tenta retomar o fôlego, deixada um pouco de lado, devido ao seu próprio estado de penúria. Ou seja, de tão destruída que já foi, não está nem mais atraindo os destruidores, o que não deixa de ser triste, porque parece que estamos chegando ao final.
Parece incrível, mas a destruição da Mata Atlântica já fez com que o bioma perdesse, nos últimos três anos, o correspondente a 31 mil campos de futebol ou oito vezes o tamanho do Parque Nacional da Tijuca. Com esses números assustadores, fechamos a semana ainda mais assustados com o saldo de quatro mortes de ambientalistas e agricultores que dedicavam a vida a conter a destruição do meio ambiente e tentar salvar a todos nós de ver morrer o planeta. Ou será que os destruidores acham que a vida na terra será possível quando a natureza não mais existir? 

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