E enquanto o Código Florestal volta a não ter prazo para ser votado, deu no jornal esta semana: as árvores estão desaparecendo. Só o Parque do Flamengo perdeu 5 mil, como resultado de adubação e poda mal feitas. Essa é uma confissão feita pela própria Fundação Parques e Jardins da prefeitura, mas há 23 anos o mal foi constatado pelo autor do projeto do Parque, o paisagista Roberto Burle Marx, e de lá pra cá nada se fez. Mas como já falamos aqui neste blog, pior do que não fazer nada é fazer mal feito, como vem acontecendo ultimamente, desde que a Comlurb ficou responsável pelas podas de árvores da cidade do Rio de Janeiro.
Nos bairros de Laranjeiras e Cosme Velho, por exemplo, os moradores estão se mobilizando para cobrar o replantio do que foi morto por mãos inábeis e, pior até: assassinas. Em alguns casos, conseguimos perceber que o objetivo é mesmo eliminar certas espécies que se tornam indesejadas, quer por serem muito frondosas e “atrapalharem” o trabalho da Light, quer por serem caducifólias (árvores que perdem as folhas no período de repouso vegetativo, que ocorre nas estações frias do ano).
A amendoeira é um exemplo disso e contra ela as acusações de ser uma árvore exótica, ou seja, nascida fora do nosso país e, portanto, uma invasora. Não é sob esse aspecto, contudo, que ela é mal querida por uma camada menos informada da população: ouvi mais de uma vez essa semana a seguinte sentença: “eu varro, varro, e as folhas caem todas de novo no chão. Assim, não há trabalho que chegue – vou mandar cortar!” Invasora ou não, caducifólia ou não, a amendoeira é uma das árvores mais bonitas do Brasil. Viva a amendoeira!
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