domingo, 29 de maio de 2011

Urubus, correntes e mortes


Urubus rondam o céu da Amazônia, que está agora sendo varrida do mapa, no estado de Mato Grosso, por tratores que arrastam correntes e carregam árvores e animais para a morte. E a Mata Atlântica, de tão desmatada, já atrai menos destruidores. Essas foram as notícias da última semana - nada alentadoras, num momento em que esperamos que a presidente Dilma Roussef consiga vetar a anistia aos desmatadores, votada no texto do novo Código Florestal brasileiro.
Ainda assim, a Mata Atlântica - que teve seu Dia Nacional comemorado na última sexta-feira, 27, tenta retomar o fôlego, deixada um pouco de lado, devido ao seu próprio estado de penúria. Ou seja, de tão destruída que já foi, não está nem mais atraindo os destruidores, o que não deixa de ser triste, porque parece que estamos chegando ao final.
Parece incrível, mas a destruição da Mata Atlântica já fez com que o bioma perdesse, nos últimos três anos, o correspondente a 31 mil campos de futebol ou oito vezes o tamanho do Parque Nacional da Tijuca. Com esses números assustadores, fechamos a semana ainda mais assustados com o saldo de quatro mortes de ambientalistas e agricultores que dedicavam a vida a conter a destruição do meio ambiente e tentar salvar a todos nós de ver morrer o planeta. Ou será que os destruidores acham que a vida na terra será possível quando a natureza não mais existir? 

sexta-feira, 13 de maio de 2011

As árvores estão desaparecendo. Viva a amendoeira!

E enquanto o Código Florestal volta a não ter prazo para ser votado, deu no jornal esta semana: as árvores estão desaparecendo. Só o Parque do Flamengo perdeu 5 mil, como resultado de adubação e poda mal feitas.  Essa é uma confissão feita pela própria Fundação Parques e Jardins da prefeitura, mas há 23 anos o mal foi constatado pelo autor do projeto do Parque, o paisagista Roberto Burle Marx, e de lá pra cá nada se fez. Mas como já falamos aqui neste blog, pior do que não fazer nada é fazer mal feito, como vem acontecendo ultimamente, desde que a Comlurb ficou responsável pelas podas de árvores da cidade do Rio de Janeiro.
Nos bairros de Laranjeiras e Cosme Velho, por exemplo, os moradores estão se mobilizando para cobrar o replantio do que foi morto por mãos inábeis e, pior até: assassinas. Em alguns casos, conseguimos perceber que o objetivo é mesmo eliminar certas espécies que se tornam indesejadas, quer por serem muito frondosas e “atrapalharem” o trabalho da Light, quer por serem caducifólias (árvores que perdem as folhas no período de repouso vegetativo, que ocorre nas estações frias do ano).
A amendoeira é um exemplo disso e contra ela as acusações de ser uma árvore exótica, ou seja, nascida fora do nosso país e, portanto, uma invasora. Não é sob esse aspecto, contudo, que ela é mal querida por uma camada menos informada da população: ouvi mais de uma vez essa semana a seguinte sentença: “eu varro, varro, e as folhas caem todas de novo no chão. Assim, não há trabalho que chegue – vou mandar cortar!” Invasora ou não, caducifólia ou não, a amendoeira é uma das árvores mais bonitas do Brasil. Viva a amendoeira!

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Orquídeas no outono


Apesar de alertas atrasados da meteorologia, que se transformam em mais inundações e tragédias; dos mandos, desmandos e da intolerância geradores de demissões em massa na Orquestra Sinfônica Brasileira; dos ódios e da política sem ética que levam a emboscadas e mortes festejadas; ainda podemos ter alguma esperança.
O mês de abril terminou com a volta do cinema Jóia, em Copacabana, depois de anos fechado, e com o Jardim Botânico do Rio de Janeiro inundado de orquídeas. E eu volto de um período de férias do blog dividindo isso com vocês.
Aí embaixo, alguns exemplares das orquídeas que fizeram parte da exposição Orquídeas no Jardim, que aconteceu no último fim de semana de abril, no JBRJ. Para os que não foram, uma pequena amostra do que perderam. Sem mais palavras.