sábado, 25 de dezembro de 2010

Último desejo do ano!

Plantar uma árvore é um dos três “mandamentos” que toda pessoa tem que cumprir aqui na terra, antes de partir dessa pra melhor, segundo o dito popular. Que já dizia isso muito antes de os defensores da natureza e os politicamente corretos deixarem de ser considerados somente chatos para ganharem status de seres antenados com o mundo atual (os outros dois eram, se não me falha a memória, escrever um livro e fazer um filho).
Ora, sendo assim, pedimos encarecidamente  aos nossos representantes na prefeitura e no governo do estado: - que tal se a gente pelo menos não matasse as árvores? Já era meio caminho andado se nossas árvores pudessem ser cuidadas (e podadas) por pessoas que, de fato, sabem fazer a coisa. Para 2011, além de desejar muito amor, paz e prosperidade a todos os meus amigos e seguidores, desejo com fervor que a poda de árvores deixe de ser feita pela Comlurb e passe para mãos mais competentes. Feliz 2011!

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

IMPERMEABILIZAÇÃO DO SOLO X ENCHENTES


Triste coincidência: no mesmo dia em que fortes chuvas caíram sobre a cidade do Rio de Janeiro, deixando ruas alagadas, carros boiando e pessoas ilhadas, tentando salvar suas vidas, uma foto de jornal havia me chamado a atenção, em cima da legenda: “A nova classe B”. Nela, uma orgulhosíssima mãe posava ao lado de seu filho, na entrada da moradia construída pela família, onde dois carros estavam estacionados numa área externa à casa e totalmente impermeabilizada.
A matéria tratava da migração de parte da classe C para a classe B, puxada pelo crescimento econômico brasileiro, mas a foto ilustrava bem o que há muito me salta aos olhos: ascensão sem educação leva à destruição. Assim que a melhoria de vida permite, a primeira providência de quem mora em casa própria com terreno um pouco maior é mandar cimentar ou, agora, para não ficar por fora do que se vê nas casas dos granfinos midiáticos, abusar do “porcelanato”.
Ora, se não é essa tal de impermeabilização, numa escala muito maior, de ruas, avenidas e bairros que levaram às cidades o caos que acontece hoje, quando uma chuva mais intensa desaba. É hora de acordar, meu povo, é hora de agir, autoridades! Talvez seja hora de desconstruir.

domingo, 28 de novembro de 2010

Zingiber spectabilis - JBRJ

O Jardim Botânico e o caos

No meio do caos de toda ordem e da guerra pelo poder que envolve o tráfico dentro do Estado do Rio de Janeiro, é triste imaginar que outra guerra esteja sendo travada nos limites do parque do Jardim Botânico da cidade: esta pela ocupação de terreno público, parte em área de visitação do parque, parte em área de proteção ambiental.
Ora, também eu adoraria morar no meio daquele oásis de vegetação, mas dói saber que toda aquela riqueza, reconhecida internacionalmente como laboratório vivo de pesquisa, foi sendo minada na calada da noite, como de resto a Mata Atlântica vem sumindo do mapa do Brasil.

A que vim

Essa página surgiu da necessidade de abrir um espaço onde eu possa expressar as questões ecológicas e de cidadania, tão em moda em nossos dias mas ainda tão maltratadas pelo poder público e pelos cidadãos.
Sempre que achar importante, postarei fotos que ilustrem de alguma forma o que aqui é tratado.
O espaço é aberto ainda para falar de arte, de natureza e de amor, enfim.
Boas vindas aos que aqui vierem!

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Erva de passarinho e a desculpa esfarrapada




Dia 22 de dezembro começa oficialmente o verão. Apenas oficialmente. Porque, pelo menos para os moradores da cidade que já foi maravilhosa, o calor e o sol inclemente já começam a mostrar a que virão, nesses dias de primavera. E aí, só nos resta procurar a sombra das árvores, se ainda restarem árvores no Rio de Janeiro até lá.
Sob a desculpa primeira de livrarem as fiações dos galhos baixos, há muito os podadores oficiais da cidade vêm matando e mutilando nossas árvores, diante do olhar impotente e desesperado de uma parte da população, consciente da importância de se preservar a vegetação. A desculpa era boa, mas em muitos lugares não havia fios de eletricidade que justificassem as árvores perderem todos os seus galhos mais baixos e ficarem  somente com os de cima, do alto, como uma girafa de pescoço comprido.
Pra início de conversa, podas só devem ser feitas nos meses que não contém R –  regra número um da sabedoria popular. Ou seja, de maio a agosto, são quatro meses do ano de que os podadores oficiais dispõem para que as árvores sejam desbastadas. E isso é ainda melhor porque “coincide” com o nosso inverno, o que nos permite ter um pouco mais de sol para esquentar os ossos na época do frio.  
Isso é o que deveria acontecer mas não é o que acontece. Sem nenhum conhecimento do que fazem, os responsáveis pela poda continuam agindo, quando o verão já se insinua nas ruas, com uma desculpa a mais: acabar com as ervas de passarinho. Pura mentira. Na rua onde moro tem várias árvores antigas em frente ao meu prédio que acabaram de sofrer aquelas podas drásticas que só a Comlurb sabe fazer. Pois bem, do alto da minha janela, vejo que eles só tiraram os galhos de baixo, onde era possível tirar as ervas, e deixaram em cima um emaranhado de fios contorcidos, trazidos pelos nossos amados pássaros. Só que, ali, tão alto, é impossível tirar as ervas de passarinho  e é justamente essa a parte da planta que deveria ter saído. Cortando em cima, estimularíamos mais as brotações laterais, que são as responsáveis pelas sombras de que tanto precisamos.
 Moral da história: está cada vez mais duro andar pelas ruas da cidade, sem a sombra amiga de nossas árvores. Paisagistas, arquitetos, políticos, pessoas sensíveis e inteligentes desse país: vamos salvar as árvores e garantir nosso lugar à sombra.